Introdução à aquarela

Sesc Pompeia

Quintas das 19h às 22h

11, 18, 25 de abril;
2, 9, 16, 23, 30 de maio;
6, 13, 27 de junho;
e 4 de julho de 2019.

Carga horária total do curso: 36h divididas em 12 aulas de 3 horas.

A proposição central desse curso introdutório de doze encontros é apresentar e praticar a aquarela como mancha através do convite ao olhar demorado de observação direta, sem o recurso da lente/ foto. Seremos desafiados a explorar a aquarela procurando representar a luz e sombra pela reserva dos pontos mais claros e da sobreposição de transparências para representar os volumes. A natureza morta, o modelo vivo, a paisagem e o autorretrato serão nossos assuntos — todos de observação direta e dentro de uma proposta de “pintar pintando” e sem rascunho. Essa prática será inspirada pela apresentação das obras de vários artistas que trabalharam ou trabalham com aquarela. Além disso, ao final de cada aula, nos reuniremos em torno da produção do grupo e faremos uma breve reflexão.

objetivos

Apresentar obras contemporâneas e da história;

demonstrar a técnica através da experiência;

praticar pintando de observação direta e

refletir sobre a aquarela.

pré-requisitos

Não há pré-requisitos para o curso. A pontualidade será observada para que se possa aproveitar os encontros ao máximo.

público alvo

Público em geral, iniciantes ou não — ou seja, todos os interessados em produzir aquarelas. Não precisa saber desenhar, mas é importante que a pessoa sinta-se disposta a produzir através da observação direta. O desenho não será exercitado diretamente mas, certamente, essa habilidade se desenvolverá à medida que se aprende mais sobre o pensamento da “não linha”. Quem já fez o curso é bem-vindo para vivenciá-lo novamente visto que os desafios da pintura se renovam, mesmo diante de exercícios praticados anteriormente.

Nosso curso:

aula 1
11.04.2019

primeira aquarela

Apresentações da professora e alunos [30min];

Explicação sobre o programa do curso e a estrutura das aulas (teoria, prática e reflexão)[20min];

Apresentação dos materiais — diferentes tipos de papéis, pincéis e tintas [25min];

Prática – fazer aquarelas através da observação de uma cena montada no ateliê com objetos (cadeiras etc). Começar a construir a imagem através do que “não é” cadeira — o que se chama de “reserva” [1h15].

aula 2
18.04.19

Natureza Morta

19h:: Momento teórico [45 min]:
Apresentação dessa página como registro do curso;
Pintura pela reserva da luz (vídeos logo abaixo);
conversa e análise da produção do que foi feito em casa.

19h45:: Prática [45min, intervalo de 15 min seguido por mais uma sessão de 45 min]: cenas de natureza morta — objetos (xicrinhas e legumes) montadas para cada quarteto. de um lado na reserva, do outro lado da folha no positivo.

21h35:: Discussão [25 minutos finais]: toda turma é convidada a apreciar, refletir e comentar sobre a produção do grupo.

um breve registro de nossa aula de natureza morta:

aula 3
25.04.19

modelo vivo [Luanna]

Momento teórico [20 min] – a pintura de observação, seja direta, seja de foto. Artista: Eric Fischl.

Prática – aquarela de observação com modelo vivo;

Discussão [30 minutos finais]: toda turma é convidada a apreciar, refletir e comentar sobre a produção do grupo.

* para próxima aula: trazer caixinhas de remédio

Enquanto observávamos Luanna, mencionei um trabalho de Andrea Mantegna, “Lamentação sobre o Cristo Morto”. Uma pintura têmpera sobre painel tela de 1475 aproximadamente. Veja que imagem magnífica:

aula 4
02.05.19

Caixinhas de remédio

Momento teórico [30 min]: a obra de Mauricio Parra

Prática – aquarela de observação de natureza morta de cenas de caixinhas de remédio;

Discussão [30 minutos finais]: toda turma é convidada a apreciar, refletir e comentar sobre a produção do grupo.

Djanira no Masp

uma exposição imperdível

Djanira no Masp – uma exposição imperdível ao meu ver. Vai até 19/05/19!

Convido a turma a lermos esse artigo publicado em 2014 no jornal O Globo na ocasião seu centenário.

aula 5
09.05.19

Modelo Vivo [Guilherme]

Momento teórico [30 min]: a obra de Sidney Amaral

Prática – sessão de modelo vivo com Guilherme;

Discussão [30 minutos finais]: toda turma é convidada a apreciar, refletir e comentar sobre a produção do grupo.

Inspirações :: Sidney Amaral

Inspirações :: Sidney Amaral

26/05/2017

Nessa semana, em virtude da morte desse grande artista, nas duas aulas, tanto no Sesc Pompeia como no Sesc Santana, abordamos a obra recente (especialmente a aquarela) de Sidney Amaral. As imagens que escolhi foram extraídas do facebook dele, acredito que muitas tenham sidas tiradas por ele próprio enquanto fazia.  Gosto delas porque revelam processo.  … Read More

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aula 6
16.05.19

Autorretrato

19h Discussão inicial – passagem nas mesas para ver a produção da semana

Inspiração [30 min] – um pouco sobre

William Kentridge

19h35 Prática – autorretrato na colher

20h15 intervalo

21h40 Discussão [20 minutos finais]: toda turma é convidada a apreciar, refletir e comentar sobre a produção do grupo.

William Kentridge é um artista sul-africano mais conhecido por suas gravuras, desenhos e filmes de animação. Estes são construídos pela filmagem de um desenho, fazendo rasuras e alterações, e filmando-o novamente. Wikipedia (inglês)

aula 7
23.05.19

modelo vivo [Guilherme]

Momento teórico [20 min] – a pintura de observação, a paleta reduzida. Artista: Rubens Matuck.

Prática – 1. desenhopintura [fude e nanquim nos paineis de papel kraft, uma grande pintura coletiva com tons de cinza; 2. depois do intervalo, aquarela de longa duração com aguada de nanquim e café.

Discussão [30 minutos finais]: toda turma é convidada a apreciar, refletir e comentar sobre a produção do grupo.

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possíveis locais de nosso nuit plein air dia 13 de junho:
av. paulista/ casa das rosas
masp
mirante da 9 de julho;
praça roosevelt;
11º andar do sesc 24 de maio

Algum outro?

(fiquei devendo uma referencia sobre Philip Guston para vocês. aqui no site da Tate há algumas obras)

:: inspirações:: Rubens Matuck

:: inspirações:: Rubens Matuck

24/10/2017

(foto do título foi tirada dessa reportagem do Estadão) Escrever sobre o Rubens não é fácil porque sua obra é grande e, nesse humilde resumo, fica reduzido demais. Mas nosso recorte aqui pretende abordar uma pequena parte de seu trabalho de aquarela, alguns publicados de cadernos. Na aula de hoje, seremos inspirados pelo raciocínio da … Read More

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aula 8
30.05.19

Plein Air Fábrica

Inspiração [20 min] – a artista em campo – a obra de Margaret Mee;

Prática – plein air pelo Sesc Fábrica;

Discussão [30 minutos finais]: toda turma é convidada a apreciar, refletir e comentar sobre a produção do grupo.

inspirações :: Margaret Mee

inspirações :: Margaret Mee

24/05/2018

da Wikipedia: Margaret Ursula Mee (Chesham, 22 de maio de 1909 — Seagreve (Leicestershire), 30 de novembro de 1988) foi uma artista botânica inglesa que se especializou em plantas da Amazônia brasileira . Estudou arte na “St. Martin’s School of Art”, no “Centre School of Art” e na “Camberwell School of Art” em Londres, recebendo o diploma de pintura e design em 1950. Mudou-se para o Brasil com Greville, seu segundo marido, em 1952 para ensinar arte na Escola Britânica de São … Read More

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aula 9
06.06.19

modelo vivo [Luanna]

Momento teórico [20 min] – um pouco da história do papel.

Prática – aquarela de observação com modelo vivo;

Discussão [30 minutos finais]: toda turma é convidada a apreciar, refletir e comentar sobre a produção do grupo.

aula 10
13.06.19

pintura en plein air praça Roosevelt

Pintura en plein air na Praça Roosevelt

Além do kit de aquarela (papel, pincel e tintas), os alunos devem levar:

Água e copinho;

base ou suporte para o trabalho;

fita adesiva ou prendedores de papel (o vento pode atrapalhar);

pano e papel toalha.   

aula 11
27.06.19

modelo vivo [Luanna]

Prática – aquarela de observação com modelo vivo;

Discussão [30 minutos finais]: toda turma é convidada a apreciar, refletir e comentar sobre a produção do grupo.

Dever de casa 1 – ler o texto sobre a história do papel e assistir ao primeiro vídeo (papel chinês).

Dever de casa 2 – assistir ao filme sobre Georgia O’Keeffe (mais sobre ela aqui):

aula 12
04.07.19

encadernação copta

Prática – Uma breve oficina de encadernação para que todos possam praticar em seus cadernos no futuro.

Discussão [30 minutos finais]: toda turma é convidada a apreciar, refletir e comentar sobre suas impressões sobre o curso.

Sugestão de materiais para aquarela

Materiais

Estima-se que cada aluno gaste em torno de R$150 com a lista de materiais mais básica — sugerida em negrito abaixo:

papéis

É importante que cada um tenha à mão papeis indicados para aquarela. Há muitas possibilidades, como sugeridos abaixo.

Aquele tipo de papel que comumente chamamos de “canson” não é bom para aquarela pois se desfaz quando se trabalha com sobreposição de camadas.  No entanto, a canson fabrica um bloco de papel que se chama “Aquarela e que é recomendável, por não ser muito caro, para quem está começando.

Os papéis preferidos da professora são o Roma da Fabriano, o Arches da Canson e o Fabriano Artístico.

Papeis Hahnemuehle bamboo, Britania, Cotman ou Fabriano para aquarela respondem bem;

O Monval liso e o XL são bons para quem está começando;

Curiosamente, o papel de prova para gravura da Hahnemuehle, responde bem à várias demãos e ao pigmento da aquarela e são recomendados por sua relação custo benefício. Dê preferencia às cores mais claras do papel (ele é comercializado em muitas tonalidades e é mais facilmente encontrado na Pintar! e na Casa do Artista, mas ligue antes para confirmar se tem). Papeis de prova para gravura de outras marcas não apresentam resultado semelhante (afinal, são para gravura).

tintas

Lápis aquareláveis não serão usados ao longo do curso.
Não precisa de branco porque não o usaremos em aula.

Há dois tipos de aquarelas comerciais prontas — as em bloco e as em bisnaga. Cada pessoa pode escolher o jeito que prefere trabalhar pois as tintas em bisnaga são mais fáceis de ser diluídas mas precisam de um godê e as em bloco devem vir num estojo ou algo que as organize.

Tintas Rowney, Lukas, Cotmann, Van Gogh são indicadas para o curso.

Rembrandt, Winsor&Newton são linhas profissionais boas.

Old Holland e Schmincke, Maimeiri, Blocx e Qor são linhas profissionais muito boas e as preferidas da professora.

Cores indicadas para se começar:

ocre,

siena queimada,

sombra queimada (e/ ou van dyck),

azul ultramar (e/ ou cobalto)

alizarim ou quinacridone.

pincéis

O pincel é uma ferramenta pessoal e é recomendável que se experimente uma variedade deles para que se encontre o que gosta. Pincéis para aquarela devem ter as cerdas bem macias. Os pincéis devem ser redondos e mais grossos,  à partir de 6mm de “bitola”. Não precisa de pincel pequeno para a aula.

Pincéis chineses ou japoneses (conhecidos como fudês) são muito ricos para linhas e manchas e são muito recomendáveis. Há vários com preços ascessíveis no mercado. A rede de lojas Daiso comercializa um tipo de pincel sintético bom (o de pelo natural solta as cerdas facilmente, não é tão bom);

A tigre faz um pincel de orelha de boi que é aceitável.

Os melhores são muito macios e transferem a tinta de forma gradual para o papel. Marta, esquilo, sable são pelos animais muito bons.

Há linhas sintéticas que simulam os pelos naturais, como o Keramik 705 n. 08 que é uma ótima opção custo/ benefício.